quinta-feira, 6 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
coração vazio.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
mulher manteiga
domingo, 5 de outubro de 2008
Compasso de espera
quinta-feira, 8 de maio de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Desconsolo.
Pernas cansadas,
atrás das dunas, mais dunas.
Tudo igual, sem destino final.
Enfado, tanta areia
que desliza sobre os pés,
não me leva a lugar algum.
Lugar comum.
Chuva fina que cai, horas a fio. Infindável. Molha-me, mas não me lava. Escorre secular, tortura úmida, lembrança irritante que insiste em me dizer, impotente, que o sol, talvez não volte mais a brilhar.
Desesperança, matéria densa, que me constitui e me faz lama. A mim, matéria prima orgânica de fim anunciado. Oh, o fim! Certeza, que não chega ao fim. Tudo finda, menos esperar pelo fim.
terça-feira, 4 de março de 2008
Dendê ao vento...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Os homens são animais de rebanho. Não serei ovelha.
Andarei sozinho e sem medo, sempre que for possível.
Contrariarei o coro dos contentes.
Desafiarei a falsa alegria do alarido dos amontoados de gente.
Recusarei a banalização do encontro. Não amarei a todos.
Não faço questão de que todos me apreciem.
Assumirei as minhas responsabilidades por mim mesmo.
Não depositarei no alheio, os fardos que são os meus.
Não participarei do pacto que faz da fraqueza, virtude.
Não enfeitarei com as cores do bem e da alegria,
a essa interdependência compulsória
que nos une a todos e nos condena, em servidão, ao outro.
A força impositiva que nos amalgama não requer o meu beneplácito.
A tua potencia, entretanto, também não me desnorteará.
Sei que não posso sempre só, mas sei que a solidão pode ser uma escolha.
Estarei entre os homens na cidade, comerei e beberei com eles,
Mas nunca me farei fácil apenas para agradá-los,
para cooptar a boa vontade da sua companhia.
Desdenho do calor covarde que conforta os que compartilham
a roda ao redor do fogo, temerosos de lançar o seu olhar
para a imensidão escura que jaz às suas costas.
Quero essa consciência sempre comigo, bússola a me guiar.
A todo o momento posso escolher partir,
deixar o grupo, opinar de modo diverso contra todo o senso comum,
a multidão não me intimidará.
Viajante solitário, não recuso o homem, o humano que jaz em mim,
Mas o quero de pé em seu orgulho e dignidade
e não como um mendigo das migalhas de afeto
dos favores e das boas vontades dos que são mais covardes do que eu..
Não temo que morte venha me colher em solidão.
Não lhe concederei, entretanto que me receba em condição de desamparo.
Sei que amizade pode existir e que ela é um acaso. O encontro amoroso uma loteria.
Sei que o raro e extraordinário é sempre exceção
Fraqueza e medo é que pretendem impôr-los como norma e como meta..
Se coopero é por me reconhecer incapaz de obter sozinho,
Mas a ninguém seduzirei para coopere comigo.
A autonomia de cada organismo é regida pelos ritmos do músculo cardíaco.
E em cada peito bate um só coração.
Cada pulmão respira somente o ar que lhes é necessário.
Que cada um ouse responder por si, eis a ponderação.
domingo, 4 de novembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
domingo, 22 de julho de 2007
Você, qual um furacão,
deixou em sua passagem
um rastro fundo,
nos quintais do meu coração.
Desmantelou telhados,
Rodopiou os meus pontos cardeais
Fez-me experimentar potencias e intensidades,
com gosto de quero mais.
Hoje eu sinto a tua falta, é verdade,
Mas sem ti; tenho que confessar
Sem ti, depois de ti,
Tornei-me alguém mais e melhor.
Um humano mais exigente,
com a qualidade da gente
Que quero para estar comigo,
Principalmente para aquela gente intima
Que eu escolho a dedo
e a quem me dedico e chamo de meu amor.
Melhor, pois sei mais do que quero
Quando penso querer alguém.
Mas tu me fizeste bem e me fizeste mal,
Elevei a minha exigência
Ampliei o meu ideal.
Querer alguém depois de ti,
E sempre querer a ti depois de ter alguém.
Inevitável comparação!
Quando lembro de tudo que tivemos
Quando lembro de como tivemos tudo
Recordo-me sorrindo do enigma
Que diz que o tudo não é para todos
E só para os que são capazes de suportar.
sábado, 7 de julho de 2007

Condoreiro
Volto a viver sem medo. Segurança só no amor!
Fio tênue que nada assegura, mas nutre, alimenta
como o ar seco e rarefeito do alto das montanhas.
As ondas me varrem em banhos de emoção,
ativam os meus circuitos, põe de pé a minha espinha dorsal
Aprumam meus olhos e me fazem mirar o céu
Vejo o azul, as nuvens, o sol, vejo estrelas ao meio dia
em pleno planalto central do Brasil.
Me possui uma voragem de leveza
que contradita toda a carga de pessimismo
que assola o planeta.
E tudo isso apenas porque o meu amor
me deixou um bilhete lindo,
em que ela diz que tambem gosta de mim!
sexta-feira, 6 de julho de 2007
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Deixar partir.


