quinta-feira, 8 de maio de 2008

Já não temos mais na noite os bebados inconvenientes a desafiar, raivosos e falastrões, ao coro dos contentes. Bebados que param o trânsito do bar, que vociferam, chamam de todos a atenção para a sua desconformidade para com a ordem das coisas. Ordem injusta e opressora que nos inclui a todos sonâmbulos e dóceis, a qual aceitamos e fingimos não ver. Hoje pululam os bêbados, solitários ou não, silenciosos sempre sofrem calados, culpados, afogam as mágoas no alcool mas não perturbam a ninguém. Já não se fazem mais bebados como os de antigamente.

2 comentários:

Ramon Alcântara disse...

Os novos boêmios perambulam, meio tortos, secos e molhados, de dedos afeminados... com uísques baratos... pela rua mais boêmia da inversão. Internet. Nem ligam para o que vestem. Nem se importam o que dizem, em verdade. Não mensuram seus parceiros. Desde que conserve seu silêncio, o silêncio de seus quartos. Resignados. Os sambas, disponivéis aos montes......

abz

superlativa disse...

às vezes nossas esperas são tão descompassadas...
abs
[grata pela visita]