quinta-feira, 23 de outubro de 2008

mulher manteiga

Gosto de mulher manteiga que se derrete toda ao toque do calor que se mela de tesão antes de tudo e por pura expectativa. Não que queira mal as demais, mas as prefiro, essas àquelas, em sua competência pra gozar de olhos bem abertos, porque não? Ou fechadinhos, mergulhada na imensidão! Gosto de respirar com ela, boca ventosa que me lambe , me come, me serve do ar viciado do seu pulmão. Gosto do seu corpo que cola como a lava de vulcão amalgama de cio que me cobre e veste. Gosto do invariável macio de sua pele musculatura flácida ao toque elástica e plástica em passividade ativa, atenta para se dar mais e mais recepcionista gentil, hospedeira entusiasmada do meu pau! Gosto,do seu gosto em ser tomada domada, intensa, em sua passividade artista da intenção de ser, infinitamente, ao modo de quem não é.

2 comentários:

Ramon Alcântara disse...

manteiga que dá sabor ao pão.



abz

Anônimo disse...

você descreveu de forma tao completa e profunda que fiquei curiosa em conhecer essa mulher manteiga ou...ser sua hospedeira, qualquer coisa me basta em nome da poesia.