domingo, 18 de julho de 2010
Melissa cor de rosa!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
alter ego
Encaixe
Como uma praga ao vento
O tempo trouxe para as fêmeas da espécie
o esquecimento da arte de se encaixar.
De tudo do bom conquistado
Resgate do outrora usurpado
verdades, direitos, oportunidades,
como um sutil defeito
o tempo também produziu
um total esquecimento da arte de se encaixar.
Tanto para as grandes
quanto para as pequenas
De pé ou deitados no leito,
sempre existia uma forma,
sempre existia um jeito,
sem nada dizer, sem nada explicar
homem e mulher, um só tornados
harmonia pacificada no silencio cúmplice
de um encontro dos corpos,
opaca fonte de toda unidade.
De que servem estes braços fortes
De que servem estes ombros largos
Se neles você não vem se albergar
Se a autonomia te fez esquecer
O quanto é bom ter um ninho cálido
para alienar-se por um par de horas
ou apenas por alguns segundos,
sentir-se protegida, amada, querida.
Se fazer minha, fazer-me seu.
Deixar-se ficar no vão das minhas costelas
Rememorar miticamente que este lugar
Sempre te pertenceu, é, e será sempre seu
Desde as origens, pedaço arrancado
Que encontra de volta o seu lugar
Devolve ao meu corpo a integridade perdida
Completa o desenho deste quebra cabeças
Peça perdida que insistia em faltar.
Dá sentido e traz de volta a alegria a minha vida,
Vem mulher, recobre a sua memória,
Venha em mim se encaixar.
INICIANTE I
INICIANTE II
Escrevo ainda com medo do
tamanho que meus versos possam ter.
Como se receasse de repente
que por vontade mágica eles
se pusessem a crescer.
E no meu coração tão pequeno
tão grandes não fossem caber.
Bobagens de quem não conhece o ofício
Que versos são só versos
Nada que se mereça temer.
É que a poesia é assim mesmo.
Seu uníco risco?
- revelar o meu ser!
sábado, 29 de maio de 2010
Indagaciones
Indagaciones
Por favor, aclárame muchacha,
si lo entiendes, mas que yo lo sé,
¿Porque es que yo presiento a ti,
que apenas a poco, conocí
tal cual si fuera una anticua conocida?
Una dulce amiga, un ángel fémina,
salido de alguna ancestralidad
azteca o maya, mezclada quizá,
- perdóname, imploro, mi ignorancia antropológica-
que desde el fondo del tiempo
retornó, en instante , para a mi encontrar.
Y su mera presencia interroga acerca de cosas tan difíciles,
tales como, do que sé yo, de la eternidad
acerca do que és esto que lo siente
y lo que podrá venir a ser..
Acerca do que se trata el amor,
tan sutil sentimiento, que desde miles de anos,
como enigma a todos perturba
hombres y mujeres; filósofos y hombres de religión.
A todos aquellos que ya amaran un día
sien que lo sepan explicar.
¿Y porque, muchacha, de tales cosas
Usted se pone a ocuparse?
Quedate tranquila, no ansia tanto.
Es aun tan joven, tan guapa, tienes lindos ojos
Que hablan de tanta belleza,
que sonríen anchos y revelan
la delicadeza de su alma.
No te molestes con tantas preguntas,
que si no tienes la eternidad,
muchos y muchos anos más a ti, esperan
y hay que desfrutados, no te olvides,
vivirlos en todos sus meses,
semanas, dias, horas y minutos.
Oxalá, despues de todo, sea possible algo saber.
Y solamente así, en esta secuencia del tiempo,
a muchas cosas más podrás conocer.
No sé, és verdad, se pasado todo ese tiempo
Encontrarás respuestas tan claras
para tanta indagación
lo somatório de experiências compartidas
as veces poco puede decir,
todavia el poco és el mejor
Con que la existência viene a nos brindar.
Besos!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
OPÇÃO
Não sou poeta por escolha
Tal destino não escolhi
A poesia que brota de mim
Nasceu comigo quando nasci,
É que ficara escondida,
Como das praias conchas na areia
Paixão sofrida a revelou
Do barro do garimpo ouro na bateia.
Outra sina se eu pudesse
Certamente escolheria.
Outra, que não fosse essa:
Que na vida não fizesse versos;
Que o amor não me pregasse peças.
loteria
Duas vidas como as nossas
tal qual paralelas parecem seguir
que somente no infinito
tem a chance de se encontrar...
Ainda bem que, desmentindo essa hipótese,
já nos encontramos uma vez...
É por isso que imagino
como coisa bem possível
que, quem sabe outra vez, de novo,
a vida feita surpresa,
faz seu caminho cruzar com o meu!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Deixar partir... outra escanção..
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Saudades de você! Curiosas saudades... Fragmentos poderosos que constroem uma simpatia que todavia carece de lastro, de vida vivida, de acontecências comuns... Mistérios do bem querer de almas, as vezes tão descompassadas no concreto das coisas, entretanto imaginosas de bons encontros, boas palavras... de um compartilhamento de sossêgos... Será menina ...? Aqui estou reconstruindo o meu ser para outros futuros... Tudo vive e eu ainda não me aquietei! Hora dessas apareço para um café, mas careço de convites... Sem fotitas no orkut e sem saber tanto de memoria, voce vira pura imaginação...!
quinta-feira, 18 de março de 2010
oração para mover as pedras
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
vicio solitário I
São tuas, as duas.
Mãos, que te tocam agora
a púbis própria.
Sutis e displicentes
Que descontrolam-se e descem mais,
Perseguem, masceram,
esfregam, esmagam,
Apertam, penetram
mas não encontram não.
As mãos, as tuas,
que te tocam agora
são mãos.
Os dedos que elas tem,
e que também são teus,
são sempre mais frios
do que o esperado.
Nem sempre macios,
mais sempre, mais cios.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Com que sonha essa mulher?
O que ela espera dos homens?
O que ela quer e pretende,
Daquele que chamará de seu?
Será que ela mesma sabe?
Será que ela já se compreendeu?
Há que se cuidar menina
Com aquilo que se pede a Deus,
Pois ele pode nos atender.
E nos atende todo dia,
Mesmo sem a gente saber.
E o que nós temos hoje,
Foi o nosso querer de ontem
Mesmo quando a gente já se esqueceu.
Fazemos pedidos profundos,
No silencio do nosso coração.
Queremos com urgência,
Temos tanta necessidade,
De um amor assim assado,
Que somente tempos depois,
Talvez nos será dado.
Quando já somos outros,
E no degrau seguinte
Lá mais acima, nos encontramos.
E já queremos outras coisas,
Fixamos novas metas
Diversas e mais elevadas,
Que o presente recebido,
Em que pese atrasado,
parecerá sempre menor,
Pequeno e inadequado.
Assim somos com os amores,
Com os recebidos e com os sonhados.
Quando estamos apaixonados
Recebemos a prenda inteira
E nos deixamos ficar ao seu lado.
O tempo passa e queremos algo mais
Pois o que já temos não nos basta
E o nosso ideal se gasta,
O coração sonha profundo,
Pedindo nova resposta.
Ver-lhe assim, em duvidas mergulhada,
Faz-me querer saber dos pedidos,
Que a Deus tem endereçado,
No silencio do seu pensamento
Ou na força do seu coração.
Quisera conhecer seu segredo,
Para saber se o tenho a mão
Mas quem sou eu pra saber de ti
Quando tão pouco sei dos meus.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
coração vazio.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
mulher manteiga
domingo, 5 de outubro de 2008
Compasso de espera





