domingo, 4 de novembro de 2007

Tenho que dizer que aonde vou, voce vai comigo como uma lembrança suave no meu coração... Advertido para não chamar de amor a este tão doce bem querer ele fica assim, sem nome, vagando por meu corpo, pelo meu coração, clamando que eu lhe nomeie... Reluto no interdito e desobedeço rebelde: eu te amo!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Contigo en Habana vieja. En las calles de Habana yo no camino solo. Yo traigo en mi alma una fuerte memoria de tu presencia Yo la traigo en mi corazón, por entera, completa. Una presencia dulce y armoniosa, a despecho de cualquier otra emoción. Si, yo tengo a ti, cuando camino por las calles de Habana vieja. El sueno del socialismo contrasta con el descuido de las casas, Con la pobreza del ambiente, con el roto general, con el efecto del tiempo, que maltrata a todo que es vivo, a todo que es sólido. Tener a ti, en mi corazón, hace cambiar mi apreciación de tan fuerte realidad. Yo soy la Habana vieja. Mi cuerpo roto es Habana vieja. Mi deseo represado es Habana vieja. Y tu? Tú eres el olor fuerte que viene desde el mar que circunda a isla. Olor que invade mi nariz, cuando camino, olor de sexo joven, olor de mujer madura. Tu eres la fuerza de la ola que sobrepasa al Malecón y explota en espumas en la calle. Fuerza e delicadeza que a todo limpia, que a todo purifica. Yo soy la calle de Malecón limpio por sus aguas fuertes. Yo soy cada niño, cada hombre, cada mujer, cada viejo en las calles cuando camino. Yo soy el que, en Habana, ama y odia a la revolución. Y yo lo soy porque tengo a ti en mi corazón. Yo soy el limpio. Yo soy el sucio. Yo podría ser otro cualquier, mas yo soy en las calles de Habana, uno mismo. Lo que tiene a ti en mi corazón. Yo soy lo que vive, respira y ama a tuya presencia en ese momento que estoy tan lejano de ti. Ó mi amada, yo camino por Habana vieja, y tu espíritu, tal cual a un ángel, mi acompaña, en todos os lugares por lo cuales mi voy.
Te estrano mucho nena!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

medo
Retido o saboroso fluxo por tantas duvidas e inquietações o amor se faz morte, constrição e invade o sangue que circula numa angustia que macula mete medo e me faz mal... E fica urgente saber o quanto em ti se reprime o teu desejo de saber de mim, apesar do pacto auto imposto de fazer da distância, solução. Tu te lamentas por toda essa impossibilidade? Pensas sempre em mim, minha querida? Pensas assim, no regular? Te custa e te aflige, o esforço para não pensar? Olvidar-se de toda a doçura de que sabemos compartilhar? Tens medo de me perder, nessa arriscada opção? Diga -me agora, por favor, estaríamos postos, um em relação ao outro, na mesma falta, no mesmo pesar? Se temo em ti, que se enfraqueça o teu amor, é porque temo em mim o poder e os efeitos dessa seca glacial que calcina as tenras e delicadas flores na falta do sol e na escuridão. Temo deixar de amar-te por pura incompreensão, tudo isso, um efeito de medo, pavor de um futuro onde tu não exista mais.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Do amor indizível Tragam me as crianças novinhas nascidas do útero de mulher, com seu riso tenro, doce e desdentado que eu preciso muito delas... Que venham também os outros animais pequenos. aqueles macios, como os gatos, coelhos, filhotes de cães de olhos cativantes e sedutores; Convoco as réstias de luz nas frestas da porta holofotes que iluminam a dança leve das partículas em suspensão balé mágico, lembrança da infância;
Insurja instantâneo todo o poder do amanhecer, triunfo imperial do carrossel solar em sua majestade, força e leveza, certeza a tudo iluminar, sem ameaças e alardes, de quem se sabe senhor da rotina dos dias ao sorver com delicadeza,
o orvalho da pétala em flor. A tudo mais que há e que existe, do mais belo e do mais delicado, que venha agora para me socorrer eu convido, intimo e conclamo: venha estar comigo nessa hora, em que eu preciso tanto de sua companhia. Pois quero falar sobre o meu amor e sobre a mulher a quem amo tanto, mas não tenho as palavras.
Ó desdita, ó fracasso. Elas me faltam, todas opacas, pequenas, mesquinhas. Quero falar, quero dizer, quero gritar mas tudo o que consigo é apenas esse entorpecimento,
dos lentos movimentos, que desistem em seu nascedouro, sábios da sua incompetência e da sua vocação para o fracasso... Ó meu indizível amor, que em seu mero existir asfixia e estrangula todas as minhas tentativas de dizer-te. Tão próxima e tão distante, tão linda. Tão delicadamente linda, inatingível às palavras e aos gestos, cometa olímpico que risca o céu encanta os olhos, surpresa instantânea.
Quero o poço dos teus olhos,
Quero me afogar em tão boa companhia Quero não ser, desistir de qualquer coisa, Abdicar de qualquer presente em que não figures como o futuro. Quero ser em ti, quero ser contigo, Quero ser inteiro, um pedaço teu, Quero que tu me sejas, ainda que impossível Ò meu amor, meu indizível amor.

domingo, 22 de julho de 2007

Você, qual um furacão,

deixou em sua passagem

um rastro fundo,

nos quintais do meu coração.

Desmantelou telhados,

Rodopiou os meus pontos cardeais

Fez-me experimentar potencias e intensidades,

com gosto de quero mais.

Hoje eu sinto a tua falta, é verdade,

Mas sem ti; tenho que confessar

Sem ti, depois de ti,

Tornei-me alguém mais e melhor.

Um humano mais exigente,

com a qualidade da gente

Que quero para estar comigo,

Principalmente para aquela gente intima

Que eu escolho a dedo

e a quem me dedico e chamo de meu amor.

Melhor, pois sei mais do que quero

Quando penso querer alguém.

Mas tu me fizeste bem e me fizeste mal,

Elevei a minha exigência

Ampliei o meu ideal.

Querer alguém depois de ti,

E sempre querer a ti depois de ter alguém.

Inevitável comparação!

Quando lembro de tudo que tivemos

Quando lembro de como tivemos tudo

Recordo-me sorrindo do enigma

Que diz que o tudo não é para todos

E só para os que são capazes de suportar.

sábado, 7 de julho de 2007

Condoreiro

Volto a viver sem medo. Segurança só no amor!

Fio tênue que nada assegura, mas nutre, alimenta

como o ar seco e rarefeito do alto das montanhas.

As ondas me varrem em banhos de emoção,

ativam os meus circuitos, põe de pé a minha espinha dorsal

Aprumam meus olhos e me fazem mirar o céu

Vejo o azul, as nuvens, o sol, vejo estrelas ao meio dia

em pleno planalto central do Brasil.

Me possui uma voragem de leveza

que contradita toda a carga de pessimismo

que assola o planeta.

E tudo isso apenas porque o meu amor

me deixou um bilhete lindo,

em que ela diz que tambem gosta de mim!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Pondo na rua... Um homem apaixonado
pode parecer insano,ridículo,
exagerado, rompido com a boa regra
de pensar muito antes de dizer.
Um homem apaixonado
só pela simples presença
da mulher a quem ama
diz, sem pestanejar: eu te amo!
E sem medir o sagrado dessas palavras,
ele pode parecer falso ou leviano...
Hoje eu me sinto ridículo, insano,
exagerado, rompido com a boa regra... E tudo isso, pela forma como o meu amor me olhou quando eu lhe disse: eu te amo!
Mas o que meu amor não sabe
é que quando estou longe dela
é que a amo mais...
Que é quando estou calmo
e busco a verdade que existe em mim,
evoco a sua lembrança, tantos detalhes, é que eu sei como é grande, como é imenso, o meu bem querer.
E então eu digo baixinho
só pro meu coração escutar:
como amo a essa mulher!”

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Deixar partir.

Se nas saudades de hoje Quando recém te vi, Só de imaginar, Adivinho as do amanhã Quando partirás para tão longe, Que triste panorama O meu futuro encerra. E se na minha boca Não soluça um pedido Para que fiques. Não murmura a intensidade Como te quero comigo, È que mantenho a ferros, Agrilhoado e mudo, o monstro egoísta Que habita em mim. Deixar voar a borboleta Consentir dividir com outros O esplendor dos seus azuis. Aceitar que as plantas aspirem ao sol Sem tolher a sua copa Quando esta se distancia do solo Exige, coragem e covardia De um coração tensionado entre o medo e a esperança. Quando o agir e o não agir Convergem para uma mesma desgraça. Mundo sem sentido Sentido sem mundo. Corajoso e covarde Despedirei-me de ti Sem um pingo de certeza De ter agido com retidão. Moira, o destino não poderá Ser por mim cobrado das conseqüências dos meus gestos sem ação. Vá borboleta! Cresça frondosa arvore! A memória dos teus azuis O frescor da sua copa altaneira Sempre me informarão de ti E sempre me lembrarão confuso Da alegria de saber Que foste minha um dia e por um pouco, muito pouco, Não o seguistes sendo.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Deleite

Numa noite de lua cheia, entre o sonho e a realidade, eu mergulhei no teu olhar. Nadei nos lagos de tua alma doce me perdi com gosto nos teus labirintos e desejei ficar assim te olhando, desafiando o fio fino do tempo, driblando as horas, até o dia raiar. Os olhos que então me destes em tão delicado desnudar-se, em que cedes a cada etapa muito mais do que eu mereço, aquecem o coração e te fazem tão querida.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Você me queria e eu sem o saber, sabia Mas nada fiz a respeito, impedido pelo proibido, que a mim mesmo me proibia. E você me queria. Agora que mudei de lado, fiquei errado? Era para não me ter? Era só pra me querer? Que gosto é esse que ama pelo avesso, sonha com o impossível, recua diante do sensível? Agora é minha vez de te querer querendo querendo que tu me queiras muito. Convoco a tua coragem para atravessar imagem e com seu desejo se haver agora que já dei conta do meu. Serei entretanto paciente num tanto certo que possa te trazer para perto, perto suficientemente perto para que de olho aberto você possa me querer.

sábado, 23 de junho de 2007

No tempo certo Minha querida,
Não te farei um poema precoce! Não te chamarei de flor e de raio de sol Não te direi que és doce e gentil Não o direi, antes da hora. Esperarei, paciente, que as rimas se imponham Que o tom lilás da violeta me acuse, que o teu reflexo no espelho bizotado, tudo ilumine num arco iris de luz. Esperarei que a tua doçura me afogue no gozo de uma gentileza geral. Então, e só então, não porque eu o tenha feito, serás tu mesma o poema que a mim se ofereceu.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Meu amor difícil
Teu nome cai e não tenho mais forças para sustentá-lo, forte e quente , rente com o meu coração. Ai como me dói, vê-lo cair, eu, que te prometi amor eterno, me revelo, assim, falso, fraco e mentiroso. Humano demasiadamente humano. não suportei o fustigar dos ventos o frio gélido em minha alma e toda a desesperança do teu silêncio. Mil vezes mirei em busca dos sinais de que te importavas ou padecias tanto por ele, tanto o quanto eu sofria. Mil vezes encontrei o vazio da tua resposta, o eco invertido das palavras, as que nunca me oferecestes. O teu nome cai de minha boca e nessa queda vai ao chão. As mãos, as minhas , não se movem em seu resgate. Não vou devolvê-lo ao altar da minha devoção. Meu amor, que terror, volto a viver sem o nome teu, perco um pedaço da minha paixão.
jogo de sedução Você me queria e eu sem o saber, sabia Mas nada fiz a respeito, impedido pelo proibido, que a mim mesmo me proibia. E você me queria. Agora que mudei de lado, fiquei errado? Era para não me ter? Era só pra me querer? Que gosto é esse que ama pelo avesso, sonha com o impossível, recua diante do sensível? Agora é minha vez de te querer querendo querendo que tu me queiras muito. Convoco a tua coragem para atravessar a imagem e com seu desejo se haver. Agora que já dei conta do meu... Serei, entretanto paciente paciente num tanto certo que possa te trazer para perto, perto suficientemente perto para que de olho bem aberto você possa me querer.
"Misteros"
Tem amor que é assim. Amor impedido, remoso e teimoso. Ponta de estoque na prateleira das impossibilidades. A gente quer mas não pode. Difícil de se conformar. No começo forte, entristece só de lembrar. Depois esmorece, fica ali, amor lerdo se esquecendo, dormindo como coisa boa, lembrança leve de um aperto. A gente quer mas não pode. Tem amor que é assim: a cara da gente, mais parecido não poderia ser. Porque então não dá certo ? Não prospera, não progride, tanto mais podia ele mas não vai acontecer. Tem amor que é assim, Não foi, porque não pôde ser!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Lugar do singelo Haverá ainda um lugar para o singelo? Fará sentido ainda o simples? Estaremos todos mortos para o doce e o belo? Seria tarde demais? Levantar-se a cada dia, olhos no horizonte, fustigar a esperança, instaurar uma presença. Crer. Sentir o suor rolar pela face, lançar as pernas em cada passo, afugentar o medo e o frio, enrijecer, sem perder a ternura. Seguir no caminho, o celeiro da memória a nutrir. Sim, fomos felizes um dia perdidos na confusão, nos dissemos adeus. As cores esmaecidas embotam a visão. Comemoremos o passado, o futuro a Deus pertence: Que ele seja singelo, simples, doce e belo!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mujer morocha

Una bella mujer morocha en vestes blancas. Trae en sus pelos largos, en el alto de su cabeza, una flor. Blanca flor. Primaveral. En sus pies al revés, otro detalle tan femenil Una zapatilla, llena de lantejoulas, pequeñas flores, multicolores, como si andará cargando en sus pasos caminos de un jardín florido, que invitan mi mirada a seguirla con tanto gusto, en el ritmo y balance de sus caderas.

terça-feira, 24 de abril de 2007

En las calles en Buenos Aires

Flanear solito.

Sin ti, yo voy por las calles de Buenos Aires. Yo mi voy solo. Sin ti. Tus ojos no mi acompañan cuando mi voy en los caminos. Solo, por las calles de Buenos Aires. Sin tu testigo, no sé a todo que veo. Súbito percibo que sin los ojos tuyos mis ojos, son ojos ciegos. Ojos que miran sin certeza a todo lo que miran. Las calles en esta ciudad mi enseñan, mi ayudan a entender que yo soy un ciego. Yo soy un ciego, sin la luz de los ojos tuyos. En una esquina bailase tango en la calle. Yo soy las manos fuertes del bailarín Que apresan la mujer con pasión. Ella todavía no le correspondí. Ella es como si fuera en verdad, tu. Como si fuera tuya ausencia que siento tanto. Asiento para un cafecito en un sitio hermoso y calmo Y la silla delante de mi, si mantiene vacía. Sin ti. El café, en mío paladar, tiene un gusto amargo y fuerte. Mi corazón también. En la librería, tantos títulos. Tantos que ti caerían bien. Otros, son los míos, buscados a mucho. Haceme falta, todavía, tu testimonio, para compartir mi gusto pelo logro de encontrarlos. Tambien me haces falta para que yo pueda regalarte con todos aquellos, por los cuales tus ojos brillan. Yo camino solo por las calles de Buenos Aires. Y todo mi invita a una nostalgia de tuya presencia. Tuya presencia, tu que nunca estuviera acá. Todo invita a una dulce melancolía que se hace placer inmenso para los amantes. Para los que tienen a quién amar Y tienen la persona amada para asistir y contemplar. Todo eso, que esa ciudad ilumina, en la sensibilidad amorosa de las personas, es para mi, malsonante, como si fuera una condenación. Yo, el que camino solo, por la calles de Buenos Aires, tengo un apretón en el pecho, una voluntad fuerte de llorar De volver en el tiempo, de buscarla, amor perdido, De traerla de vuelta para mi vida. De hacerla compañía, compañera, En uno recorrido por la calles de todas las ciudades del mondo. De todas las ciudades conocidas e desconocidas. De todas las ciudades en que ya estuve o que algún día estaré. Siempre de manos dadas con usted. Siempre mirando a todo, con los ojos comunes, los tuyos y los míos.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Mirada Forte Que olhar tens, Senhor! Que olhar tens, que me faz tremer Que teu olhar é tão fundo e abissal que por ele vou a extrangeiros caminhos, de fortes sensações e todo meu corpo treme ao encontrá-lo. Que olhar tens, Senhor ! Penetrante como se fora a águia hipnotiza-me tal qual uma serpente, doce e inocente ele, como se fora o olhar de um coelho. O que quer de mim, Senhor, este teu olhar? Que queres tu de mim, quando me olhas assim? Que me deixas tão nua e envergonhada de ter minha alma, assim exposta, a esses olhos seus, que tão lentamente me olham. Mas se persistes em me olhar, Senhor, pois então olha! Olhai! Olhai fortemente e veja, o que eu não te posso esconder! Nenhuma defesa me resta. Rompidas e abertas ja encontram-se todas as portas, nada te impede de tomar meu castelo. Venha então Senhor! Consuma o teu ataque, eu te peço, não me deixes sofrer assim. Que são tão fortes e se já fazem doídas em meu corpo, as expectativas de tudo isso , que agora, em súbita consciência, eu sei que entre nos dois, há de acontecer. Venha Senhor, adone-se de mim, que o teu olhar forte ja me faz querer-te muito. E desde este olhar, façamos uma ponte, unidos pelos olhos teus, que aos meus, tão doce chegam, um caminho para nossos corpos que, enlaçados, se acalmarão.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

mirada dulce ¿Que es esto que yo veo en suya mirada, muchacha, Que la hace tan dulce como la miel de abejas, que yo saboreo en una tarde, cálida e perezosa? ¿Que invitaciones misteriosas e ocultas ella me trae, en el oscuro y profundo de sus ojos, en el recóndito de los cuales, brillan focos de luz? Indescifrables, incomprensibles, enigmáticas más que tienen el poder de me hacer alumbrado en sonrisas anchas que florecen horita en mi alma. ¿Cómo puedes ser tan tierna, muchacha? Tan femenil, sensible, suave y delicada. Y más, como es que todo eso, explíqueme esto mistério, como es que todo eso, puede contenerse en apenas una mirada suya.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Mirada fuerte. iQue mirada tienes, Señor! Que mirada tienes, que me hace temblar. Que tuya mirada es tan funda y abismal, que por ella yo me voy a extranjeros caminos, de fuertes sensaciones y todo mi cuerpo tiembla a encontrarla.
i Que miradas tienes, Senor ! Penetrante como si fuera la águila Hipnotiza-me tal cual una serpiente, Dulce y inocente ella, como si fuera la mirada de un conejo. ¿O que quiere de mi, Senor, esta mirada tuya? ¿Que quieres tu de mi, cuando mi mira así? Que me dejas tan desnuda, envergonzada de tener mi alma así expuesta a esos ojos suyos, que tan lentamente me miran. i Mas se insistes en mirarme Senor, pues entonces mira! i Mirai Mira fuertemente e vea, o que yo no ti puedo ocultar! Ninguna defensa mi resta. Rotas e abiertas ya encontrase todas las puertas, nada impide a ti, de tomar a mi castíllo. i Venga entonces Señor! Consuma a tuyo ataque, yo le pido, No me dejas sufrir así, Que son fuertes e si hacen dolidas en mi cuerpo, las expectativas de todo eso, que ahora yo lo sé, en súbita conciencia, entre nosotros, aun ha que se pasar. Vengas Señor, aduéñese de mí que suya mirada fuerte ya me hace quererlo mucho. E desde ella haremos una puente, unidos por tos ojos suyos que a mis ojos, tan dulces tegan, camino para nuestros cuerpos que enlazados calmarán.