bóia farol meta em desespero tudo puxa para o fundo dos abismos o mais banal dos instintos rege por total o ser salvar-se para encontrar ponto de apoio sobre-viver emerso ao custo do assassinato do poema quem se importa fazer da palavra poema coisa tão banal constranger as musas deixar em maus lençóis a poesia tratá-la sem pudor mero suporte socorro coisa palavra usada nos ritmos cardíacos renais venais do corpo em desespero que não quer morrer legitima defesa gosto gorduroso da vida
Oração do Circo.
Lona nossa que desde o alto cobre a nossa cabeça,
Santificado seja o espaço do picadeiro que você cobre,
Venham a nós todos os sorrisos, olhos brilhantes
e a alegria de todas as crianças e adultos,
Sejam feitas no picadeiro, todas as artes
com os nossos corpos, ágeis, alegres e fortes, no solo e nos ares,
O espetáculo nosso de cada dia nos daí hoje,
com todas as cores, movimentos e sons
que fazem a sua magia,
Perdoai-nos quando cansados de tantos ensaios e treinos,
em alguns momentos de desanimo pensamos em desistir,
Livrai-nos das dificuldades e dos desentendimentos na troupe
e protegei-nos de todos os acidentes,
conosco e com nosso público.
Amém.
Hummm, que menina bonita!
E se você for tambem legal
se você for assim tambem demais
algo que me deixe perplexo
com ou sem nexo,
com você eu vou
passear pelo infinito,
dar umas bandas lá pelo céu
fins de semana na ilha do mel
ficar te olhando o tempo todo
parecendo um menino bobo
que encontrou o seu amor!!!
Pense em mim, não liga pra ele,
liga pra mim!!
Como uma praga ao vento
O tempo trouxe para as fêmeas da espécie
o esquecimento da arte de se encaixar.
De tudo do bom conquistado
Resgate do outrora usurpado
verdades, direitos, oportunidades,
como um sutil defeito
o tempo também produziu
um total esquecimento da arte de se encaixar.
Tanto para as grandes
quanto para as pequenas
De pé ou deitados no leito,
sempre existia uma forma,
sempre existia um jeito,
sem nada dizer, sem nada explicar
homem e mulher, um só tornados
harmonia pacificada no silencio cúmplice
de um encontro dos corpos,
opaca fonte de toda unidade.
De que servem estes braços fortes
De que servem estes ombros largos
Se neles você não vem se albergar
Se a autonomia te fez esquecer
O quanto é bom ter um ninho cálido
para alienar-se por um par de horas
ou apenas por alguns segundos,
sentir-se protegida, amada, querida.
Se fazer minha, fazer-me seu.
Deixar-se ficar no vão das minhas costelas
Rememorar miticamente que este lugar
Sempre te pertenceu, é, e será sempre seu
Desde as origens, pedaço arrancado
Que encontra de volta o seu lugar
Devolve ao meu corpo a integridade perdida
Completa o desenho deste quebra cabeças
Peça perdida que insistia em faltar.
Dá sentido e traz de volta a alegria a minha vida,
Vem mulher, recobre a sua memória,
Venha em mim se encaixar.
Sou poeta a muito pouco,
Do ofício não tenho calos na mão
Dai ser pequena minha poesia,
Poesia de anão.
Sou poeta ainda agora
De um instante fugaz
como o piscar do vagalume
Dai ser serra branda minha poesia
Não ser montanha de alto cume.
Sou poeta pedindo desculpas
por versos perfeitos ainda não ter
Mas afianço-lhes que a minha poesia
é planta nova querendo crescer.
Maio de 1979
Escrevo ainda com medo do
tamanho que meus versos possam ter.
Como se receasse de repente
que por vontade mágica eles
se pusessem a crescer.
E no meu coração tão pequeno
tão grandes não fossem caber.
Bobagens de quem não conhece o ofício
Que versos são só versos
Nada que se mereça temer.
É que a poesia é assim mesmo.
Seu uníco risco?
- revelar o meu ser!
Indagaciones
Por favor, aclárame muchacha,
si lo entiendes, mas que yo lo sé,
¿Porque es que yo presiento a ti,
que apenas a poco, conocí
tal cual si fuera una anticua conocida?
Una dulce amiga, un ángel fémina,
salido de alguna ancestralidad
azteca o maya, mezclada quizá,
- perdóname, imploro, mi ignorancia antropológica-
que desde el fondo del tiempo
retornó, en instante , para a mi encontrar.
Y su mera presencia interroga acerca de cosas tan difíciles,
tales como, do que sé yo, de la eternidad
acerca do que és esto que lo siente
y lo que podrá venir a ser..
Acerca do que se trata el amor,
tan sutil sentimiento, que desde miles de anos,
como enigma a todos perturba
hombres y mujeres; filósofos y hombres de religión.
A todos aquellos que ya amaran un día
sien que lo sepan explicar.
¿Y porque, muchacha, de tales cosas
Usted se pone a ocuparse?
Quedate tranquila, no ansia tanto.
Es aun tan joven, tan guapa, tienes lindos ojos
Que hablan de tanta belleza,
que sonríen anchos y revelan
la delicadeza de su alma.
No te molestes con tantas preguntas,
que si no tienes la eternidad,
muchos y muchos anos más a ti, esperan
y hay que desfrutados, no te olvides,
vivirlos en todos sus meses,
semanas, dias, horas y minutos.
Oxalá, despues de todo, sea possible algo saber.
Y solamente así, en esta secuencia del tiempo,
a muchas cosas más podrás conocer.
No sé, és verdad, se pasado todo ese tiempo
Encontrarás respuestas tan claras
para tanta indagación
lo somatório de experiências compartidas
as veces poco puede decir,
todavia el poco és el mejor
Con que la existência viene a nos brindar.
Besos!
Duas vidas como as nossas
tal qual paralelas parecem seguir
que somente no infinito
tem a chance de se encontrar...
Ainda bem que, desmentindo essa hipótese,
já nos encontramos uma vez...
É por isso que imagino
como coisa bem possível
que, quem sabe outra vez, de novo,
a vida feita surpresa,
faz seu caminho cruzar com o meu!
Se nas saudades de hoje, quando recém te vi,
só de imaginar, adivinho as do amanhã
quando partirás para tão longe,
que triste panorama o meu futuro encerra!
E se na minha boca não soluça um pedido para que fiques;
não murmura a intensidade como te quero comigo
é que mantenho a ferros, agrilhoado e mudo,
o monstro egoísta que habita em mim.
Deixar voar a borboleta, consentir dividir com outros,
o esplendor dos seus azuis;
aceitar que as plantas aspirem ao sol
sem tolher a sua copa, quando esta se distancia do solo,
tudo isso exige coragem e covardia,
de um coração tensionado, entre o medo e a esperança,
quando agir ou não agir converge para uma mesma desgraça.
Mundo sem sentido, sentido sem mundo!
Corajoso e covarde, despedir-me-ei de ti
Sem um pingo de certeza de ter agido com retidão.
Moira, o destino, não poderá ser cobrado, por mim,
das conseqüências dos meus gestos sem ação.
Vá borboleta!
Cresça frondosa arvore!
A memória dos teus azuis, o frescor da sua copa altaneira
sempre me informarão de ti, sempre me lembrarão confuso,
da alegria de saber que um dia, foste minha,
e por pouco, muito pouco, não o seguistes sendo!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Saudades de você! Curiosas saudades... Fragmentos poderosos que constroem uma simpatia que todavia carece de lastro, de vida vivida, de acontecências comuns... Mistérios do bem querer de almas, as vezes tão descompassadas no concreto das coisas, entretanto imaginosas de bons encontros, boas palavras... de um compartilhamento de sossêgos... Será menina ...? Aqui estou reconstruindo o meu ser para outros futuros... Tudo vive e eu ainda não me aquietei! Hora dessas apareço para um café, mas careço de convites... Sem fotitas no orkut e sem saber tanto de memoria, voce vira pura imaginação...!
Se eu te acho pela frente, assim tão diferente, eu juro que eu te cato e aí, só mistura e confusão!Nem rei, nem majestade, da missa só sei a metade, e se o tempo te fez bem,os teus olhos me dizemque ele, fez bem para mim também.Nunca seremos os mesmos,dona moça! O ontem é depois que dormimose o hoje depois que acordamos, a melhor memória é do agora...cuidado que já estou indo te pegar!
Desalojar-me do conforto,desencaixar e fazer rolar as pedraslivrando-as do lodo,
colocar tudo em movimento, de novo...Eita gostinho besta, esse, meu Deus!
Fazer a vida triunfar a cada instantepor uma vontade assim tão moventesubverter a estabilidade decadente desdenhar da morte que tudo paralisaenojado do igual, vomitar o morno,jogar-se no ártico ou nos trópicospois nos extremos o que queima
renova a naturezaem estado permanente.
Refazer-se no fogo; dissolver todo espírito indolente.Eis-me aqui senhor, espírito inquietado,superando o cansaço, fazendo-me outro novamente!
"Que a água volte à água, que o fogo arda,
que o ar circule, que a terra caia sobre a terra,
pela virtude do pentagrama que é a estrela matutina
Em nome do tetragrama,
que está escrito no centro da cruz de luz."
Amém!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Huumm! Que pena!
O trator do amor
não nos atropelou.
E ficamos ali, de esquina
só fazendo cena,
jogando conversa fora
querendo que a vontade quisesse
e fizesse tudo por nós dois.
Mas não deu meu bem,
foi mal mas foi por pouco.
Ficamos assim no normal
e não nos pusemos loucos.
A mão que me toca solitária
ao meu sexo solitário
é a minha mão.
O gesto displicente
de quem assim se coça,
caça algo, quer o saiba ou não.
Que cresce e aparece
Clama e endurece.
Ensurdece, para as vozes da razão.
Rio/maio 2002
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Com que sonha essa mulher?
O que ela espera dos homens?
O que ela quer e pretende,
Daquele que chamará de seu?
Será que ela mesma sabe?
Será que ela já se compreendeu?
Há que se cuidar menina
Com aquilo que se pede a Deus,
Pois ele pode nos atender.
E nos atende todo dia,
Mesmo sem a gente saber.
E o que nós temos hoje,
Foi o nosso querer de ontem
Mesmo quando a gente já se esqueceu.
Fazemos pedidos profundos,
No silencio do nosso coração.
Queremos com urgência,
Temos tanta necessidade,
De um amor assim assado,
Que somente tempos depois,
Talvez nos será dado.
Quando já somos outros,
E no degrau seguinte
Lá mais acima, nos encontramos.
E já queremos outras coisas,
Fixamos novas metas
Diversas e mais elevadas,
Que o presente recebido,
Em que pese atrasado,
parecerá sempre menor,
Pequeno e inadequado.
Assim somos com os amores,
Com os recebidos e com os sonhados.
Quando estamos apaixonados
Recebemos a prenda inteira
E nos deixamos ficar ao seu lado.
O tempo passa e queremos algo mais
Pois o que já temos não nos basta
E o nosso ideal se gasta,
O coração sonha profundo,
Pedindo nova resposta.
Ver-lhe assim, em duvidas mergulhada,
Faz-me querer saber dos pedidos,
Que a Deus tem endereçado,
No silencio do seu pensamento
Ou na força do seu coração.
Quisera conhecer seu segredo,
Para saber se o tenho a mão
Mas quem sou eu pra saber de ti
Quando tão pouco sei dos meus.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
no sexo, meu amor,
o que lhe falta
é um pouco de bom humor.
Que o sexo
mesmo o mais apaixonado
não há que ser sério, sizudo
e mesmo o mais tarado
antes que tudo
que seja bem humorado.
um penis e uma vagina
pouco podem prazer
se não o fazemos por merecer.
Ai meu pai, ai meu senhor,Dai-me essa mulher para mimOu dai-me outra, igualzinha assimque seja do jeito que essa é.Que seja inteligente e sensível,coisa rara de se combinarem se tratando de uma mulher.Que seja tão meiga e intensacomo essa que não tem defeitoQue sinta assim em demasiamesmo que isso, não raro,a faça perder o senso de direção.Que seja assim tão doce,tão alegre, mesmo quando esta zangada.dai-me senhor, dai-me ela só para mim...
Meu coração está vazio.
Que horror!
A nau estancada em alto mar
sofre com o turbilhão da falta de destino.
As ondas me jogam de lá e pra cá,
e não há nenhum porto mulher
em que eu possa me abrigar.
Rumo para onde apontar o meu prumo,
farol para dirigir o meu amor.
Não encontro entre as damas do meu cotidiano
aquela capaz de movimentar o meu sonho.
Oh, como sinto pela falta de um favo,
de um seio alvo ou negro mamilo ao qual desejar.
Oh! Como se assombra o imenso pavor
de nunca mais amar!
Abro as velas brancas e de braços cruzados
me deixo governar pelo sem sentido deste instante.
Conjuro sereias, quero me embriagar no seu canto,
me afogar, sem temer os profundos do mar.
O que me mata são as superficies imensas,
agitadas, tristes e sem esperança.