sábado, 7 de julho de 2007

Condoreiro

Volto a viver sem medo. Segurança só no amor!

Fio tênue que nada assegura, mas nutre, alimenta

como o ar seco e rarefeito do alto das montanhas.

As ondas me varrem em banhos de emoção,

ativam os meus circuitos, põe de pé a minha espinha dorsal

Aprumam meus olhos e me fazem mirar o céu

Vejo o azul, as nuvens, o sol, vejo estrelas ao meio dia

em pleno planalto central do Brasil.

Me possui uma voragem de leveza

que contradita toda a carga de pessimismo

que assola o planeta.

E tudo isso apenas porque o meu amor

me deixou um bilhete lindo,

em que ela diz que tambem gosta de mim!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Pondo na rua... Um homem apaixonado
pode parecer insano,ridículo,
exagerado, rompido com a boa regra
de pensar muito antes de dizer.
Um homem apaixonado
só pela simples presença
da mulher a quem ama
diz, sem pestanejar: eu te amo!
E sem medir o sagrado dessas palavras,
ele pode parecer falso ou leviano...
Hoje eu me sinto ridículo, insano,
exagerado, rompido com a boa regra... E tudo isso, pela forma como o meu amor me olhou quando eu lhe disse: eu te amo!
Mas o que meu amor não sabe
é que quando estou longe dela
é que a amo mais...
Que é quando estou calmo
e busco a verdade que existe em mim,
evoco a sua lembrança, tantos detalhes, é que eu sei como é grande, como é imenso, o meu bem querer.
E então eu digo baixinho
só pro meu coração escutar:
como amo a essa mulher!”

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Deixar partir.

Se nas saudades de hoje Quando recém te vi, Só de imaginar, Adivinho as do amanhã Quando partirás para tão longe, Que triste panorama O meu futuro encerra. E se na minha boca Não soluça um pedido Para que fiques. Não murmura a intensidade Como te quero comigo, È que mantenho a ferros, Agrilhoado e mudo, o monstro egoísta Que habita em mim. Deixar voar a borboleta Consentir dividir com outros O esplendor dos seus azuis. Aceitar que as plantas aspirem ao sol Sem tolher a sua copa Quando esta se distancia do solo Exige, coragem e covardia De um coração tensionado entre o medo e a esperança. Quando o agir e o não agir Convergem para uma mesma desgraça. Mundo sem sentido Sentido sem mundo. Corajoso e covarde Despedirei-me de ti Sem um pingo de certeza De ter agido com retidão. Moira, o destino não poderá Ser por mim cobrado das conseqüências dos meus gestos sem ação. Vá borboleta! Cresça frondosa arvore! A memória dos teus azuis O frescor da sua copa altaneira Sempre me informarão de ti E sempre me lembrarão confuso Da alegria de saber Que foste minha um dia e por um pouco, muito pouco, Não o seguistes sendo.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Deleite

Numa noite de lua cheia, entre o sonho e a realidade, eu mergulhei no teu olhar. Nadei nos lagos de tua alma doce me perdi com gosto nos teus labirintos e desejei ficar assim te olhando, desafiando o fio fino do tempo, driblando as horas, até o dia raiar. Os olhos que então me destes em tão delicado desnudar-se, em que cedes a cada etapa muito mais do que eu mereço, aquecem o coração e te fazem tão querida.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Você me queria e eu sem o saber, sabia Mas nada fiz a respeito, impedido pelo proibido, que a mim mesmo me proibia. E você me queria. Agora que mudei de lado, fiquei errado? Era para não me ter? Era só pra me querer? Que gosto é esse que ama pelo avesso, sonha com o impossível, recua diante do sensível? Agora é minha vez de te querer querendo querendo que tu me queiras muito. Convoco a tua coragem para atravessar imagem e com seu desejo se haver agora que já dei conta do meu. Serei entretanto paciente num tanto certo que possa te trazer para perto, perto suficientemente perto para que de olho aberto você possa me querer.

sábado, 23 de junho de 2007

No tempo certo Minha querida,
Não te farei um poema precoce! Não te chamarei de flor e de raio de sol Não te direi que és doce e gentil Não o direi, antes da hora. Esperarei, paciente, que as rimas se imponham Que o tom lilás da violeta me acuse, que o teu reflexo no espelho bizotado, tudo ilumine num arco iris de luz. Esperarei que a tua doçura me afogue no gozo de uma gentileza geral. Então, e só então, não porque eu o tenha feito, serás tu mesma o poema que a mim se ofereceu.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Meu amor difícil
Teu nome cai e não tenho mais forças para sustentá-lo, forte e quente , rente com o meu coração. Ai como me dói, vê-lo cair, eu, que te prometi amor eterno, me revelo, assim, falso, fraco e mentiroso. Humano demasiadamente humano. não suportei o fustigar dos ventos o frio gélido em minha alma e toda a desesperança do teu silêncio. Mil vezes mirei em busca dos sinais de que te importavas ou padecias tanto por ele, tanto o quanto eu sofria. Mil vezes encontrei o vazio da tua resposta, o eco invertido das palavras, as que nunca me oferecestes. O teu nome cai de minha boca e nessa queda vai ao chão. As mãos, as minhas , não se movem em seu resgate. Não vou devolvê-lo ao altar da minha devoção. Meu amor, que terror, volto a viver sem o nome teu, perco um pedaço da minha paixão.
jogo de sedução Você me queria e eu sem o saber, sabia Mas nada fiz a respeito, impedido pelo proibido, que a mim mesmo me proibia. E você me queria. Agora que mudei de lado, fiquei errado? Era para não me ter? Era só pra me querer? Que gosto é esse que ama pelo avesso, sonha com o impossível, recua diante do sensível? Agora é minha vez de te querer querendo querendo que tu me queiras muito. Convoco a tua coragem para atravessar a imagem e com seu desejo se haver. Agora que já dei conta do meu... Serei, entretanto paciente paciente num tanto certo que possa te trazer para perto, perto suficientemente perto para que de olho bem aberto você possa me querer.
"Misteros"
Tem amor que é assim. Amor impedido, remoso e teimoso. Ponta de estoque na prateleira das impossibilidades. A gente quer mas não pode. Difícil de se conformar. No começo forte, entristece só de lembrar. Depois esmorece, fica ali, amor lerdo se esquecendo, dormindo como coisa boa, lembrança leve de um aperto. A gente quer mas não pode. Tem amor que é assim: a cara da gente, mais parecido não poderia ser. Porque então não dá certo ? Não prospera, não progride, tanto mais podia ele mas não vai acontecer. Tem amor que é assim, Não foi, porque não pôde ser!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Lugar do singelo Haverá ainda um lugar para o singelo? Fará sentido ainda o simples? Estaremos todos mortos para o doce e o belo? Seria tarde demais? Levantar-se a cada dia, olhos no horizonte, fustigar a esperança, instaurar uma presença. Crer. Sentir o suor rolar pela face, lançar as pernas em cada passo, afugentar o medo e o frio, enrijecer, sem perder a ternura. Seguir no caminho, o celeiro da memória a nutrir. Sim, fomos felizes um dia perdidos na confusão, nos dissemos adeus. As cores esmaecidas embotam a visão. Comemoremos o passado, o futuro a Deus pertence: Que ele seja singelo, simples, doce e belo!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mujer morocha

Una bella mujer morocha en vestes blancas. Trae en sus pelos largos, en el alto de su cabeza, una flor. Blanca flor. Primaveral. En sus pies al revés, otro detalle tan femenil Una zapatilla, llena de lantejoulas, pequeñas flores, multicolores, como si andará cargando en sus pasos caminos de un jardín florido, que invitan mi mirada a seguirla con tanto gusto, en el ritmo y balance de sus caderas.

terça-feira, 24 de abril de 2007

En las calles en Buenos Aires

Flanear solito.

Sin ti, yo voy por las calles de Buenos Aires. Yo mi voy solo. Sin ti. Tus ojos no mi acompañan cuando mi voy en los caminos. Solo, por las calles de Buenos Aires. Sin tu testigo, no sé a todo que veo. Súbito percibo que sin los ojos tuyos mis ojos, son ojos ciegos. Ojos que miran sin certeza a todo lo que miran. Las calles en esta ciudad mi enseñan, mi ayudan a entender que yo soy un ciego. Yo soy un ciego, sin la luz de los ojos tuyos. En una esquina bailase tango en la calle. Yo soy las manos fuertes del bailarín Que apresan la mujer con pasión. Ella todavía no le correspondí. Ella es como si fuera en verdad, tu. Como si fuera tuya ausencia que siento tanto. Asiento para un cafecito en un sitio hermoso y calmo Y la silla delante de mi, si mantiene vacía. Sin ti. El café, en mío paladar, tiene un gusto amargo y fuerte. Mi corazón también. En la librería, tantos títulos. Tantos que ti caerían bien. Otros, son los míos, buscados a mucho. Haceme falta, todavía, tu testimonio, para compartir mi gusto pelo logro de encontrarlos. Tambien me haces falta para que yo pueda regalarte con todos aquellos, por los cuales tus ojos brillan. Yo camino solo por las calles de Buenos Aires. Y todo mi invita a una nostalgia de tuya presencia. Tuya presencia, tu que nunca estuviera acá. Todo invita a una dulce melancolía que se hace placer inmenso para los amantes. Para los que tienen a quién amar Y tienen la persona amada para asistir y contemplar. Todo eso, que esa ciudad ilumina, en la sensibilidad amorosa de las personas, es para mi, malsonante, como si fuera una condenación. Yo, el que camino solo, por la calles de Buenos Aires, tengo un apretón en el pecho, una voluntad fuerte de llorar De volver en el tiempo, de buscarla, amor perdido, De traerla de vuelta para mi vida. De hacerla compañía, compañera, En uno recorrido por la calles de todas las ciudades del mondo. De todas las ciudades conocidas e desconocidas. De todas las ciudades en que ya estuve o que algún día estaré. Siempre de manos dadas con usted. Siempre mirando a todo, con los ojos comunes, los tuyos y los míos.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Mirada Forte Que olhar tens, Senhor! Que olhar tens, que me faz tremer Que teu olhar é tão fundo e abissal que por ele vou a extrangeiros caminhos, de fortes sensações e todo meu corpo treme ao encontrá-lo. Que olhar tens, Senhor ! Penetrante como se fora a águia hipnotiza-me tal qual uma serpente, doce e inocente ele, como se fora o olhar de um coelho. O que quer de mim, Senhor, este teu olhar? Que queres tu de mim, quando me olhas assim? Que me deixas tão nua e envergonhada de ter minha alma, assim exposta, a esses olhos seus, que tão lentamente me olham. Mas se persistes em me olhar, Senhor, pois então olha! Olhai! Olhai fortemente e veja, o que eu não te posso esconder! Nenhuma defesa me resta. Rompidas e abertas ja encontram-se todas as portas, nada te impede de tomar meu castelo. Venha então Senhor! Consuma o teu ataque, eu te peço, não me deixes sofrer assim. Que são tão fortes e se já fazem doídas em meu corpo, as expectativas de tudo isso , que agora, em súbita consciência, eu sei que entre nos dois, há de acontecer. Venha Senhor, adone-se de mim, que o teu olhar forte ja me faz querer-te muito. E desde este olhar, façamos uma ponte, unidos pelos olhos teus, que aos meus, tão doce chegam, um caminho para nossos corpos que, enlaçados, se acalmarão.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

mirada dulce ¿Que es esto que yo veo en suya mirada, muchacha, Que la hace tan dulce como la miel de abejas, que yo saboreo en una tarde, cálida e perezosa? ¿Que invitaciones misteriosas e ocultas ella me trae, en el oscuro y profundo de sus ojos, en el recóndito de los cuales, brillan focos de luz? Indescifrables, incomprensibles, enigmáticas más que tienen el poder de me hacer alumbrado en sonrisas anchas que florecen horita en mi alma. ¿Cómo puedes ser tan tierna, muchacha? Tan femenil, sensible, suave y delicada. Y más, como es que todo eso, explíqueme esto mistério, como es que todo eso, puede contenerse en apenas una mirada suya.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Mirada fuerte. iQue mirada tienes, Señor! Que mirada tienes, que me hace temblar. Que tuya mirada es tan funda y abismal, que por ella yo me voy a extranjeros caminos, de fuertes sensaciones y todo mi cuerpo tiembla a encontrarla.
i Que miradas tienes, Senor ! Penetrante como si fuera la águila Hipnotiza-me tal cual una serpiente, Dulce y inocente ella, como si fuera la mirada de un conejo. ¿O que quiere de mi, Senor, esta mirada tuya? ¿Que quieres tu de mi, cuando mi mira así? Que me dejas tan desnuda, envergonzada de tener mi alma así expuesta a esos ojos suyos, que tan lentamente me miran. i Mas se insistes en mirarme Senor, pues entonces mira! i Mirai Mira fuertemente e vea, o que yo no ti puedo ocultar! Ninguna defensa mi resta. Rotas e abiertas ya encontrase todas las puertas, nada impide a ti, de tomar a mi castíllo. i Venga entonces Señor! Consuma a tuyo ataque, yo le pido, No me dejas sufrir así, Que son fuertes e si hacen dolidas en mi cuerpo, las expectativas de todo eso, que ahora yo lo sé, en súbita conciencia, entre nosotros, aun ha que se pasar. Vengas Señor, aduéñese de mí que suya mirada fuerte ya me hace quererlo mucho. E desde ella haremos una puente, unidos por tos ojos suyos que a mis ojos, tan dulces tegan, camino para nuestros cuerpos que enlazados calmarán.
Eqüus II

Em pêlo me conduzes na pele pura, suas coxas quadris, me ofereço ao galope, cega cegueira, do seu corpo feminino.

Amazona dos abismos Dos precipícios, das bordas . mais frágeis , montas minha alma ,cavalga-me por baixo, por cima acoplada ao meu sexo. Fustigas o que não trago mais em mim, e domas, alucinada, perplexa, sem força, sem fôlego, o tempo e o espaço onde tudo vai se fundir. A tua boca crispada, O teu cabelo ao vento, teu grunhido selvagem de mim retira e suspende toda oposição que sustenta corcoveios, voltas, volteios toda rebeldia e toda obediência. Minha carne, domada, conquistada Se faz mansa no compasso dos ventos do teu olhar... Guerreira triunfas e ao teu gosto, a trote, me tens.

Me fazes doce, dulcíssimo monumento equestre animal vencido, todo seu. Ao qual ditas, generalíssima, ordens derradeiras num ocaso, gemido final.
Eqüus I Em pêlo na pele pura me ofereço ao galope do teu corpo feminino. Amazona cavalga-me, monta-me por baixo por cima acoplada ao meu sexo. Fustigas e domas, alucinada e perplexa, sem força sem fôlego, meus corcoveios, voltas, volteios minha carne,minha alma e o que eu não sei maistrago em mim. Me conduzes em cega cegueira aos abismos precipícios bordas mais frágeis do tempo e do espaço onde tudo vai se fundir. Retiras de mim toda rebeldia, me fazes manso e me tens, ao teu gosto, a trote, a passo, dulce , dulcíssimo, a andar no compasso que me ditam suas coxas quadris e a pouca força dos teus braços. E me ofereces, bela recompensa por minha toda obediência. O teu cabelo ao vento os teus olhos fechados, tua boca crispada, ginete do monumento eqüestre. Falo domado conquistado, todo teu. Todo meu, o teu gemido fatal!

sábado, 10 de março de 2007

Nua pergunta. Você, diante de mim, parada nua, me interpela. Quer saber em sua nudez perplexa, diante de mim, atônito, do que eu nunca soube, jamais. O desejo que escorre dos seus olhos desce doce e empoça no umbigo. Pinga em gotas de perguntas que eu não sei responder. Percorro ansioso com meus olhos, as suas formas, com as pontas dos dedos, tateio o risco das letras que o seu corpo desenha e que não sei decifrar. Percorrem minhas narinas todos os cheiros que em verdes pastagens me convidam para em ti descansar. Bebo em tua fonte. Deito a minha língua no teu cantil. Sorvo sôfrego, delicias que nem sei nominar. O que queres de mim mulher, mais do que te posso dar ? Se o que me perguntas é o que não sabes responder, por que estimas que eu tenha para ti, resposta a oferecer? Pois de tudo que pude saber, o teu desejo não cala, mas também não sabe falar.

domingo, 4 de março de 2007

Transverso
Delicadas as fronteiras dos mundos em que habito e que, de um lado para o outro, sem perceber transito. Neles as coisas podem ser e não ser quase ao mesmo tempo, a depender somente das escolhas que fazemos, das cores que escolhemos, para cobrir a matéria fina do pensamento. Porque o que parece importar as vezes não tem importância própria. Mero pretexto, cenário ou trama, para exercitar o verdadeiro drama de se fazer escolhas e aprender com elas... O que será de nós, Ó minha senhora, que de escolha em escolha nos enredamos, se delas perdermos os seus sentidos, e esquecidos dos seus verdadeiros motivos, nos distraímos com aquilo que elas parecem ser? Sublime então o desafio de viver ao mesmo tempo sustentando o gosto das escolhas que fazemos e o fazer das escolhas que gostamos... Sendo ao mesmo tempo, ator e autor, da peça que vivendo escrevemos... Representando os sentidos que quaisquer outros, outros poderiam ser mas, que, sendo estes aqueles que escolhemos, nos fazem definitivamente ao vivê-los, eternamente responsáveis pelo que vivemos... O que será de nós minha senhora, é coisa que eu não sei... Mas eternamente nós seremos, responsáveis pelo que vivemos, e pelas escolhas que fazemos.
Esquinas da perdição. Uma estranha calma me invade quando beijo a esquina da sua boca, ali, onde os seus lábios vão se encontrar. E nela me deixo ficar demorado, sentido uma leve emoção, seguindo um fio que me leva ao limbo, ou as escadarias do céu, não sei muito bem, mas sei que é muito bom. Reside naquele ponto um mistério, que é o mistério das esquinas, do mesmo tipo que encontro quando topógrafo pelado com a vista larga demarco, desde o alto da colina, o falso risco que corta a sua virilha, e separa o travesseiro macio do púbis das duas avenidas largas e suaves onde fronteira não sei situar: são as sua coxas grossas que começam ou suas longas pernas que terminam? Amo essas suas esquinas, menina, oh, como as amo! Onde as coisas são, e ao mesmo tempo não são, e nelas gosto de estar. Amo essas suas confluências, lugares de maciez permanente suavidade de textura calor morno, quase molhado onde o liso e o doce convidam para a ruína do tempo e para a perda definitiva de qualquer perspectiva.